Chuva prevista para este final de fevereiro, não atingirá o nível de umidade do solo para que a cana possa se desenvolver

clima-e-economiaO Clima interfere em toda atividade, sejam eles vivos (animais e vegetais), como minerais (solos). Solos? Sim, pois o clima interfere na necessária intemperização das rochas para liberar nutrientes, à vida microbiana e na disponibilidade de água para as plantas, a nós humanos e aos animais.

Na Atividade Agrícola, em todas as culturas e pecuária, tem-se três “pilares”  naturais de sustentação econômica: o Solo, as Plantas (Animais úteis aos homens) e o Clima. O “peso” da interferência do Clima é ao redor de 50% (CANAPLAN) nas atividades agrícolas. Que o diga, nos dias atuais, o setor energético. Os outros 50% são atribuídos ao Solo, Plantas (culturas e espécies animais úteis) e ao Homem, ao manejar estes três fatores básicos à produção de alimentos, roupas, bens, entre outros.

Caros leitores, já tinham ouvido falar ou visto incêndio em área cultivada com soja? Pois, neste janeiro aconteceu.  Sem contar lavouras de amendoim, milho, soja e outras tão importantes como estas que, na fase de formação de frutos e sementes, sucumbiram pela escassez do preciosíssimo e gratuito Insumo Natural.

No caso específico da cana-de-açúcar, cultura até resistente à fortes intempéries (exceto fortes geadas), como em anos anteriores (até recente, entre 1999 e 2000), este verão foi muito severo. Quantificar hoje, os possíveis impactos em produtividade e qualidade desta matéria prima, é até precipitada. Uma vez que ainda temos pouco mais de um mês de verão à frente.

Irá compensar? Difícil, senão impossível, dada a crítica disponibilidade de água no solo nesta região de abrangência da ABAG RP, CANAOESTE, COPERCANA e SICOOB COCRED. Toda chuva prevista (cerca de 100mm em média) para este final de fevereiro, não atingirá o nível de umidade do solo para que a cana possa, à pleno, se desenvolver e produzir massa verde e açúcares e, somente a partir de março.

Sustentabilidade, termo corrente em todas as esferas, resultante do tripé Ambiente, Social e Econômico, atualmente para a cana-de-açúcar e seus produtos está sem $u$tentação, uma vez que o fator Econômico ditado pelo mercado (açúcar), os fortemente regulados (combustível e energia elétrica) e, agora, a produtividade em queda (e ainda, sem precisar o quanto), está desiquilibrando o tripé Sustentabilidade para o Setor Sucroenergético.

Oswaldo Alonso

Consultor Independente CANAOESTE

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