{"id":1296,"date":"2015-01-19T10:43:05","date_gmt":"2015-01-19T10:43:05","guid":{"rendered":"http:\/\/copacesp.com.br\/?p=1296"},"modified":"2015-01-19T10:43:05","modified_gmt":"2015-01-19T10:43:05","slug":"roberto-rodrigues-defendo-a-criacao-de-um-proer-para-usinas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/copacesp.com.br\/?p=1296","title":{"rendered":"Roberto Rodrigues: &#8220;Defendo a cria\u00e7\u00e3o de um Proer para usinas&#8221;"},"content":{"rendered":"<h2>&#8220;O Proer n\u00e3o \u00e9 un\u00e2nime na Unica. \u00c9 uma coisa de longo prazo, n\u00e3o de curto prazo&#8221;<\/h2>\n<p>A frente do conselho de administra\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o da Ind\u00fastria da Cana-de-A\u00e7\u00facar (Unica), Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura de 2003 a julho de 2006, foi escolhido porta-voz do setor sucroalcooleiro para discutir com o governo federal estrat\u00e9gias para tentar reverter a crise aguda pela qual as usinas de a\u00e7\u00facar e \u00e1lcool passam desde 2008.<\/p>\n<p>Entre as alternativas, Rodrigues \u00e9 a favor da reedi\u00e7\u00e3o do Proer (Programa de Est\u00edmulo \u00e0 Reestrutura\u00e7\u00e3o e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional), implementado pelo governo Fernando Henrique Cardoso para ajudar os bancos, mas adaptado \u00e0s usinas.<\/p>\n<p>Lideran\u00e7a do agro-neg\u00f3cio e defensor ferrenho do cooperativismo, Rodrigues tamb\u00e9m \u00e9 a favor de pol\u00edticas mais claras para a agricultura. A seguir, os principais trechos da entrevista concedida ao Estado.<\/p>\n<p><strong>O cen\u00e1rio para 2015 \u00e9 considerado desafiador. Quais os desafios para o agroneg\u00f3cio?<\/strong><\/p>\n<p>Eu diria que tem tr\u00eas ou quatro temas relevantes. Um deles \u00e9 o ajuste fiscal que ter\u00e1 de ser feito. Tem de ser um ajuste severo, que implica aumento de impostos. O segundo tema tem a ver com o primeiro. Como o ajuste fiscal ser\u00e1 seguido de um aperto monet\u00e1rio, muito provavelmente o cr\u00e9dito ser\u00e1 mais seletivo e, eventualmente, mais caro. Significa que empresas e setores que est\u00e3o com dificuldades maiores ter\u00e3o piores condi\u00e7\u00f5es de receber cr\u00e9dito para sair da crise. \u00c9 o caso do sucroenerg\u00e9tico. Ent\u00e3o, temos um cen\u00e1rio de redu\u00e7\u00e3o de margem para 2015. Soma-se a esse cen\u00e1rio um aumento de custo de produ\u00e7\u00e3o por quest\u00f5es cambiais, tributo mais caro, cr\u00e9dito mais dif\u00edcil. Mas n\u00e3o vejo um ano dram\u00e1tico em 2015.<\/p>\n<p><strong>Por qu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p>Porque as principais commodities tiveram resultados positivos nos \u00faltimos tr\u00eas ou quatro anos e o setor est\u00e1 relativamente capitalizado. N\u00e3o o setor como um todo &#8211; h\u00e1 agricultores e empresas em dificuldades muito s\u00e9rias, que v\u00e3o sofrer bastante. Minha preocupa\u00e7\u00e3o maior \u00e9 em 2016, uma vez que em 2015 ainda teremos colch\u00e3o de renda e poupan\u00e7a realizados nos \u00faltimos anos, que reduz o risco de quebradeira. Mas em 2016 esse risco aumentar\u00e1, seja porque a tend\u00eancia \u00e9 de continua\u00e7\u00e3o de queda dos pre\u00e7os das commodities em fun\u00e7\u00e3o do estoque mundial crescente e porque a quest\u00e3o cambial vai incorrer em aumento de custo de produ\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, em resumo, 2015 n\u00e3o \u00e9 um ano de margens folgadas, de maneira geral, mas n\u00e3o \u00e9 um ano tr\u00e1gico para as principais commodities (gr\u00e3os).<\/p>\n<p><strong>Quais ser\u00e3o os setores mais afetados?<\/strong><\/p>\n<p>O de suco de laranja ser\u00e1 um deles. O consumo mundial diminuiu com a crise de 2008 e o suco de laranja sofre concorr\u00eancia muito forte com outros sucos e \u00e1guas, que viraram coqueluche. A crise tamb\u00e9m foi agravada por doen\u00e7as sobre os laranjais, e o combate tem elevado os custos. O da cana-de-a\u00e7\u00facar \u00e9 de longe o mais sofrido. Embora exista uma sinaliza\u00e7\u00e3o da nova equipe econ\u00f4mica de que teremos um retorno de uma parcela da Contribui\u00e7\u00e3o de Interven\u00e7\u00e3o no Dom\u00ednio Econ\u00f4mico (Cide), o que pode dar oxigena\u00e7\u00e3o para parte do setor, nem todas as usinas ser\u00e3o salvas, nem que a Cide viesse como antes (R$ 0,28 centavos por litro de gasolina). O setor deve 110% da safra.<\/p>\n<p><strong>O sr. fez parte da equipe do governo Lula, que estimulava a agroenergia. No governo Dilma Rousseff, houve mudan\u00e7a de diretriz para o setor. O governo deixou de acreditar no etanol?<\/strong><\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma pergunta que fazemos todos os dias. O que aconteceu? O presidente Lula atraiu investimentos. As empresas estrangeiras vieram para o Brasil atra\u00eddas pelo governo e tamb\u00e9m convencidas pelo discurso de que o Pa\u00eds poderia ser l\u00edder mundial desse processo. O discurso gerando emprego, melhorando o meio ambiente, reduzindo aquecimento global, melhorando a sa\u00fade p\u00fablica, sem falar no risco dos pa\u00edses que n\u00e3o t\u00eam petr\u00f3leo. O \u00e1lcool poderia ser uma sa\u00edda. Ningu\u00e9m consegue entender o que aconteceu com a presidente da Rep\u00fablica, que sequer conversa com esse segmento. Ela conversa com pessoas, l\u00edderes, empres\u00e1rios, n\u00e3o com segmento de forma articulada.<\/p>\n<p><strong>\u00c0 frente da Unica, o que o sr. pode agregar para o setor retomar a import\u00e2ncia que j\u00e1 teve um dia?<\/strong><\/p>\n<p>Logo depois de ser eleito presidente do conselho (em maio de 2014), procurei o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que era a interlocu\u00e7\u00e3o apropriada naquele momento. E ele realmente deu um empurr\u00e3o nas quest\u00f5es emergenciais, como o Prorenova (financiamento de renova\u00e7\u00e3o de canaviais), cr\u00e9dito para o setor, estudo da mistura de etanol na gasolina (de 25% para 27,5%). Ele assumiu essas quest\u00f5es, que evoluem gra\u00e7as ao trabalho dele. No entanto, nada disso tem resultado econ\u00f4mico, que \u00e9 o maior problema, que \u00e9 a margem vis a vis \u00e0 gasolina, que fica complicada ainda pelo fato de que a oferta mundial de a\u00e7\u00facar cresceu, com maior oferta da Tail\u00e2ndia e da \u00edndia. H\u00e1 um desequil\u00edbrio total do setor. Como o Brasil \u00e9 o maior produtor mundial de a\u00e7\u00facar, ent\u00e3o o desastre \u00e9 maior ainda para as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p><strong>O que se faz neste caso?<\/strong><\/p>\n<p>Uma a\u00e7\u00e3o tem de ser desenvolvida porque a Tail\u00e2ndia est\u00e1 subsidiando fortemente seu a\u00e7\u00facar. Estamos discutindo na Unica a ideia de entrar com um painel contra a Tail\u00e2ndia, que foi nossa aliada contra a Uni\u00e3o Europeia no passado. Esse \u00e9 um tema estrat\u00e9gico tecnicamente complexo. Estamos tratando a crise em duas linhas. O primeiro emergencial. Uma solu\u00e7\u00e3o r\u00e1pida para o problema de renda, que \u00e9 a devolu\u00e7\u00e3o da Cide, que n\u00e3o sabemos como e quando ela vir\u00e1, mas possivelmente ainda em janeiro, e outras estrat\u00e9gias de longo prazo.<\/p>\n<p><strong>Mas a Cide resolveria o problema?<\/strong><\/p>\n<p>Depende de tr\u00eas vari\u00e1veis do governo, que \u00e9 arrecada\u00e7\u00e3o, eventual impacto da infla\u00e7\u00e3o e pre\u00e7o da gasolina. Com o petr\u00f3leo caindo, a queda dos pre\u00e7os da gasolina fica dif\u00edcil de sustentar. Essas tr\u00eas vari\u00e1veis est\u00e3o sendo discutidas. Mas isso tampouco \u00e9 suficiente. Estamos trabalhando em uma estrat\u00e9gia definitiva para o etanol. Essa estrat\u00e9gia passa pelo estabelecimento concreto pelo Pa\u00eds, Estado, na\u00e7\u00e3o, de qual \u00e9 a matriz energ\u00e9tica que o Brasil quer ter e deve ter. E essa defini\u00e7\u00e3o dar\u00e1 ent\u00e3o o tamanho da agroenergia na matriz energ\u00e9tica. Tem de discutir vis\u00e3o estrat\u00e9gica com os distribuidores de combust\u00edveis (Sindicom), produtores de equipamentos, Anfavea (montadoras), produtores de petr\u00f3leo, que precisam discutir plano de longo prazo. N\u00f3s queremos definir o que a sociedade brasileira quer e o que n\u00f3s podemos fazer por ela adequadamente.<\/p>\n<p><strong>A cadeia \u00e9 unida? A Anfavea, por exemplo, criticou eleva\u00e7\u00e3o da mistura de \u00e1lcool na gasolina.<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 uma conversa trivial. As montadoras apoiam o setor, mas nunca desenvolveram um motor para o carro a \u00e1lcool. O petr\u00f3leo n\u00e3o olha o \u00e1lcool como amigo, mas como concorrente. E olha o anidro como aliado. O hidratado \u00e9 olhado como concorrente. \u00c9 uma conversa que vai perturbar interesse de v\u00e1rios segmentos, pa\u00edses que fazem etanol de outros cereais. Tem de ter um olhar estrat\u00e9gico, de interesse nacional. Inclusive olhando no longo prazo, se nosso papel ser\u00e1 o de suprir \u00e1lcool para o mundo ou se o de vender tecnologia para pa\u00edses tropicais. Podemos vender o\u00a0<em>know how<\/em>, que \u00e9 mais valioso.<\/p>\n<p><strong>O que deve ser feito no longo prazo?<\/strong><\/p>\n<p>Tenho sugerido ao governo investimento vigoroso do BNDES em mudan\u00e7as das caldeiras das usinas para que todas possam fazer bioeletricidade com baga\u00e7o e palha de cana. Sob o ponto de vista dos governos estaduais, \u00e9 importante porque estamos vivendo uma crise de \u00e1gua que pode ter repercuss\u00f5es na oferta de energia el\u00e9trica. Tive uma conversa (no fim de novembro) com o governador de S\u00e3o Paulo Geraldo Alckmin sobre isso. Os nove Estados produtores de cana cobram ICMS diferente. Todos deveriam se unir em uma a\u00e7\u00e3o interestadual na busca de projetos de interesse nacional. Defendo a tese de um Proer para o setor. \u00c9 uma coisa simples, mas \u00e9 muito dinheiro, mas necess\u00e1ria. Mas vai ter de separar quem fez certo e quem fez errado. N\u00e3o pode tratar do mesmo jeito todo mundo. H\u00e1 empresas que cometeram erros estrat\u00e9gicos.<\/p>\n<p><strong>Esse Proer n\u00e3o teria obje\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>O Proer n\u00e3o \u00e9 un\u00e2nime na Unica. \u00c9 uma coisa de longo prazo, n\u00e3o de curto prazo. Tem de examinar quem \u00e9 quem, empresas envolvidas no processo. Tem de separar o curto do longo prazo. Meu papel \u00e9 desenhar estrat\u00e9gia de longo prazo para o papel da agroenergia na matriz energ\u00e9tica do Pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Essas discuss\u00f5es poderiam ser debatidas com a ministra da Agricultura, K\u00e1tia Abreu?<\/strong><\/p>\n<p>A K\u00e1tia \u00e9 competente, conhece bem o assunto. Vou mais al\u00e9m. N\u00f3s temos Armando Monteiro, de Pernambuco (Desenvolvimento), que conhece o setor, e o Joaquim Levy, na Fazenda, que esteve no governo durante o apogeu do setor. Vamos ter governo no segundo mandato com outra condi\u00e7\u00e3o para tratar do assunto.<\/p>\n<p><strong>Existe uma pol\u00edtica coesa para o agroneg\u00f3cio hoje?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Por qu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p>Por incompet\u00eancia do governo.<\/p>\n<p><strong>Deste ou dos \u00faltimos governos?<\/strong><\/p>\n<p>A \u00faltima vez que houve uma estrat\u00e9gia para o agroneg\u00f3cio brasileiro completa e articulada foi no governo Geisel, com cria\u00e7\u00e3o da Embrapa (empresa de pesquisa agropecu\u00e1ria), Embrater, pol\u00edtica de pre\u00e7os m\u00ednimos, cr\u00e9dito rural. Naquele governo, que tinha uma estrat\u00e9gia nacional para ocupa\u00e7\u00e3o da fronteira agr\u00edcola, era estrat\u00e9gico. Houve depois a\u00e7\u00f5es boas e importantes, como o Moderfrota, por exemplo, mas pol\u00edtica articulada foi h\u00e1 40 anos. O que acontece hoje? N\u00e3o tem pol\u00edtica agr\u00edcola hoje? Tem, claro que tem. Mas qual \u00e9 o problema? Temos pol\u00edtica negociada dentro do Minist\u00e9rio da Agricultura, muito s\u00f3lida, por c\u00e2maras setoriais &#8211; eu criei 20 c\u00e2maras setoriais. Temos pol\u00edticas prontas para implementar. Mas temos segmenta\u00e7\u00e3o. Os instrumentos estrat\u00e9gicos est\u00e3o dispersos em v\u00e1rios minist\u00e9rios e ag\u00eancias. Se n\u00e3o houver uma coordena\u00e7\u00e3o de tudo isso, o ministro da agricultura fica ref\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>Como a agricultura pode ser mais produtiva sem provocar crise h\u00eddrica?<\/strong><\/p>\n<p>Com tecnologia. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1gua, tenho defendido a recomposi\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica ao redor das represas. Reflorestamento \u00e9 fundamental para que as nascentes sejam preservadas e se garanta \u00e1gua local mais produtiva.<\/p>\n<p><strong>O sr. ficou na pasta da Agricultura entre 2003 e 2006. O sr. saiu de l\u00e1 frustrado?<\/strong><\/p>\n<p>Entramos com d\u00f3lar a R$ 4 e caiu para dois e pouco reais em seguida. Simultaneamente, pre\u00e7os altos das commodities, porque havia oferta menor que demanda mundial, mas os pre\u00e7os ca\u00edram em d\u00f3lar. A produtividade despencou por causa de seca. Os pre\u00e7os ca\u00edram, o c\u00e2mbio atrapalhou a produ\u00e7\u00e3o, tivemos caso de aftosa em Mato Grosso do Sul. Com isso, perdemos 47 mercados exportadores. A gripe avi\u00e1ria reduziu a comercializa\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os. Foi uma quantidade de fatores contr\u00e1rios que geraram uma demanda de medidas p\u00fablicas insuport\u00e1veis. Por outro lado, tinha ido para o governo para fazer reforma estrutural e fiz. Criei \u00e1reas estrat\u00e9gicas para agricultura, com dados, reforcei defesa, \u00e1rea comercial. Fiz uma reforma no minist\u00e9rio, montei a m\u00e1quina para agricultura preponderante. N\u00e3o consegui resolver todas as coisas e a crise era muito pesada. Prefiro n\u00e3o falar dos dois a tr\u00eas meses finais. Vou um dia escrever sobre isso. At\u00e9 que ficou evidente que eu n\u00e3o conseguiria fazer tudo o que eu tinha para fazer. Fiz 40% do que queria, mas impedi que muita besteira fosse feita.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;O Proer n\u00e3o \u00e9 un\u00e2nime na Unica. \u00c9 uma coisa de longo prazo, n\u00e3o de curto prazo&#8221; A frente do conselho de administra\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o da Ind\u00fastria da Cana-de-A\u00e7\u00facar (Unica), Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura de 2003 a julho de 2006, foi escolhido porta-voz do setor sucroalcooleiro para discutir com o governo federal estrat\u00e9gias para &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":1297,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/copacesp.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/defendo-a-criacao-de-um-proer-para-usinas.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/copacesp.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1296"}],"collection":[{"href":"https:\/\/copacesp.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/copacesp.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/copacesp.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/copacesp.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1296"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/copacesp.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1296\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1298,"href":"https:\/\/copacesp.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1296\/revisions\/1298"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/copacesp.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1297"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/copacesp.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1296"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/copacesp.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1296"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/copacesp.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1296"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}