{"id":972,"date":"2014-06-09T11:04:27","date_gmt":"2014-06-09T11:04:27","guid":{"rendered":"http:\/\/copacesp.com.br\/?p=972"},"modified":"2014-06-09T11:04:27","modified_gmt":"2014-06-09T11:04:27","slug":"inove-ou-suma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/copacesp.com.br\/?p=972","title":{"rendered":"Inove ou suma"},"content":{"rendered":"<p><i style=\"margin: 0px; padding: 0px;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-973\" src=\"http:\/\/copacesp.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/inovacao.jpg\" alt=\"inovacao\" width=\"243\" height=\"208\" \/>02\/06\/14<\/i>\u00a0&#8211; Ser\u00e1 necess\u00e1rio um salto de quase 500 anos no tempo para que a GranBio chegue \u00e0 melhor\u00a0<b style=\"margin: 0px; padding: 0px;\">cana-de-a\u00e7\u00facar<\/b>\u00a0poss\u00edvel para produzir o chamado &#8220;novo petr\u00f3leo&#8221;. Mas esse salto, proporcionado por uma tecnologia que vem sendo desenvolvida pela empresa no Brasil, vai em dire\u00e7\u00e3o ao passado, em busca da\u00a0<b style=\"margin: 0px; padding: 0px;\">cana<\/b>\u00a0plantada no in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o brasileira. \u00c9poca em que a planta tinha menos\u00a0<b style=\"margin: 0px; padding: 0px;\">a\u00e7\u00facar<\/b>\u00a0e mais celulose, composi\u00e7\u00e3o ideal para a produ\u00e7\u00e3o de bioqu\u00edmicos e biocombust\u00edveis da chamada segunda gera\u00e7\u00e3o (2G). A volta ao passado vai permitir que a empresa, que \u00e9 pioneira na produ\u00e7\u00e3o de\u00a0<b style=\"margin: 0px; padding: 0px;\">etanol<\/b>\u00a02G, a partir do baga\u00e7o e da palha, multiplique a produtividade de cada hectare plantado e reduza a depend\u00eancia da ind\u00fastria qu\u00edmica brasileira do petr\u00f3leo e as emiss\u00f5es de g\u00e1s carb\u00f4nico.<br style=\"margin: 0px; padding: 0px;\" \/><br style=\"margin: 0px; padding: 0px;\" \/>Para isso, o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa p\u00fablica ligada ao Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia, tem sido fundamental. &#8220;Banco comercial n\u00e3o financia inova\u00e7\u00e3o porque n\u00e3o consegue avaliar o risco&#8221;, diz o presidente da GranBio, Bernardo Gradin. O financiamento de R$ 10 milh\u00f5es concedido \u00e0 empresa para o desenvolvimento desse tipo de\u00a0<b style=\"margin: 0px; padding: 0px;\">cana-de-a\u00e7\u00facar<\/b>\u00a0faz parte dos R$ 126 milh\u00f5es liberados para as diversas pesquisas desenvolvidas pela GranBio. Mas \u00e9 apenas uma pequena parcela dos R$ 6,3 bilh\u00f5es alocados pela financiadora em 2013 em dezenas de projetos de inova\u00e7\u00e3o.<br style=\"margin: 0px; padding: 0px;\" \/><br style=\"margin: 0px; padding: 0px;\" \/>A ideia \u00e9 fomentar investimentos e aumentar a taxa de crescimento da economia. Na sexta-feira 30, foi anunciado o resultado do Produto Interno Bruto(PIB) referente ao primeiro trimestre deste ano. No per\u00edodo, a economia avan\u00e7ou 1,9% em 12 meses e 0,2% na compara\u00e7ao com o quarto trimestre de 2013. O volume e a demanda por financiamento para inova\u00e7\u00e3o v\u00eam crescendo a um ritmo muito maior que o do PIB: em 2014, a concess\u00e3o de cr\u00e9dito deve crescer cerca de 60% sobre o ano passado e chegar a R$ 10 bilh\u00f5es.<br style=\"margin: 0px; padding: 0px;\" \/><br style=\"margin: 0px; padding: 0px;\" \/>O principal programa da Finep, o Inova Empresa, conta com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) e tem uma linha de financiamento de R$ 32,9 bilh\u00f5es para serem utilizados at\u00e9 2015 nos setores de agropecu\u00e1ria e agroind\u00fastria,\u00a0<b style=\"margin: 0px; padding: 0px;\">energia<\/b>, petr\u00f3leo e g\u00e1s, sa\u00fade, defesa, tecnologia e sustentabilidade, com juros m\u00f3dicos de 3% a 6% ao ano, quatro anos de car\u00eancia e 12 anos para pagamento. A demanda total \u00e9 ainda maior e j\u00e1 chegou a R$ 93,4 bilh\u00f5es. &#8220;Se realizarmos 10% dessa demanda, em dois anos teremos dobrado o investimento em pesquisa e desenvolvimento da ind\u00fastria brasileira&#8221;, diz o presidente da Finep, Glauco Arbix.<br style=\"margin: 0px; padding: 0px;\" \/><br style=\"margin: 0px; padding: 0px;\" \/>Contemplada com um financiamento recorde de R$ 205 milh\u00f5es, a Natura \u00e9 uma das principais beneficiadas do programa. O valor ser\u00e1 utilizado para o desenvolvimento de novas tecnologias para a produ\u00e7\u00e3o de cosm\u00e9ticos, com ingredientes da biodiversidade brasileira e t\u00e9cnicas de bioagricultura, e para a elabora\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos alternativos aos testes em animais. Com um \u00edndice de inova\u00e7\u00e3o de 67,2% &#8211; medido pelo percentual da receita proveniente de produtos lan\u00e7ados nos \u00faltimos dois anos -, a Natura \u00e9 a \u00fanica empresa brasileira a figurar entre as dez mais inovadoras do mundo, de acordo com ranking da revista Forbes, dos Estados Unidos.<br style=\"margin: 0px; padding: 0px;\" \/><br style=\"margin: 0px; padding: 0px;\" \/>\u00c9 uma exce\u00e7\u00e3o no ambiente corporativo brasileiro: dados do IBGE mostram que apenas 4% das empresas instaladas no Pa\u00eds investem continuamente em inova\u00e7\u00e3o. A fabricante de cosm\u00e9ticos aplicou R$ 181 milh\u00f5es nesses projetos em 2013, o equivalente a 3% da receita l\u00edquida. O diretor de inova\u00e7\u00e3o da empresa, Gerson Pinto, que tamb\u00e9m preside a Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), avalia que o Brasil fez avan\u00e7os &#8220;not\u00e1veis&#8221; nos \u00faltimos anos, mas ressalva que \u00e9 preciso muito mais. &#8220;Para que a ind\u00fastria brasileira continue competitiva, \u00e9 preciso incentivo \u00e0 inova\u00e7\u00e3o para a pequena, a m\u00e9dia e a grande empresa, assim como para as universidades e \u00f3rg\u00e3os do governo.&#8221;<br style=\"margin: 0px; padding: 0px;\" \/><br style=\"margin: 0px; padding: 0px;\" \/>Segundo o executivo, embora fundamentais, as pol\u00edticas de est\u00edmulo que existem hoje praticamente s\u00f3 beneficiam as grandes empresas. \u00c9 o caso da Lei do Bem, que permite a dedu\u00e7\u00e3o no imposto de renda dos investimentos realizados em pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D). Enquanto estimula o investimento por meio da inova\u00e7\u00e3o, o governo Dilma tamb\u00e9m atua para reduzir o famigerado custo-Brasil. Na semana passada, a presidenta Dilma tornou permanente a desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria de 56 setores, numa ren\u00fancia fiscal de R$ 21,6 bilh\u00f5es. Esse tipo de incentivo tamb\u00e9m \u00e9 usado na pol\u00edtica de fomento \u00e0 inova\u00e7\u00e3o. No ano passado, as grandes companhias investiram R$ 1,6 bilh\u00e3o em pesquisas, valor que p\u00f4de ser descontado do imposto devido.<br style=\"margin: 0px; padding: 0px;\" \/><br style=\"margin: 0px; padding: 0px;\" \/>Esse est\u00edmulo, no entanto, s\u00f3 pode ser usado por 9% das empresas, excluindo as que declaram pelo sistema de lucro presumido. A meta \u00e9 aumentar a ado\u00e7\u00e3o de novas tecnologias pr\u00f3prias, o que o Brasil faz pouco. No ano passado, dos 205 mil registros de patentes junto \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Propriedade Intelectual, apenas 661 foram brasileiras. O aumento deve vir justamente pela press\u00e3o da concorr\u00eancia. &#8220;A competi\u00e7\u00e3o internacional empurra o setor industrial para a pesquisa&#8221;, afirma o diretor de Tecnologia do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia, Rafael Moreira.<br style=\"margin: 0px; padding: 0px;\" \/><br style=\"margin: 0px; padding: 0px;\" \/>A Recepta, companhia de biotecnologia que tem entre seus s\u00f3cios pesos pesados do meio empresarial, como Emilio Odebrecht, do Grupo Odebrecht, e Jovelino Carvalho Mineiro Filho, dono de fazendas e cria\u00e7\u00e3o de gado, quer dar um passo al\u00e9m e tenta colocar o Brasil no seleto grupo de empresas que fazem pesquisas sobre o c\u00e2ncer. Com um aporte da Finep de R$ 25 milh\u00f5es a fundo perdido &#8211; concedido somente a projetos altamente inovadores -, a empresa espera lan\u00e7ar suas primeiras drogas contra a doen\u00e7a em cinco anos. Nas apresenta\u00e7\u00f5es que faz sobre a companhia, o presidente Jos\u00e9 Fernando Perez se sente obrigado a incluir um slide para explicar por que o Brasil \u00e9 capaz de sediar uma pesquisa t\u00e3o avan\u00e7ada. &#8220;Temos gente competente, financiamento e infraestrutura para realizar os testes cl\u00ednicos.&#8221; Por que n\u00e3o no Brasil?<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><i style=\"margin: 0px; padding: 0px;\">30\/05\/14<br style=\"margin: 0px; padding: 0px;\" \/>Carolina Oms<br style=\"margin: 0px; padding: 0px;\" \/>Fonte: Isto \u00c9 Dinheiro<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>02\/06\/14\u00a0&#8211; Ser\u00e1 necess\u00e1rio um salto de quase 500 anos no tempo para que a GranBio chegue \u00e0 melhor\u00a0cana-de-a\u00e7\u00facar\u00a0poss\u00edvel para produzir o chamado &#8220;novo petr\u00f3leo&#8221;. 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