{"id":988,"date":"2014-06-18T13:21:38","date_gmt":"2014-06-18T13:21:38","guid":{"rendered":"http:\/\/copacesp.com.br\/?p=988"},"modified":"2014-06-18T13:21:38","modified_gmt":"2014-06-18T13:21:38","slug":"cachaca-quer-ser-o-dry-martini-dos-tropicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/copacesp.com.br\/?p=988","title":{"rendered":"Cacha\u00e7a quer ser o Dry Martini dos tr\u00f3picos"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-989\" src=\"http:\/\/copacesp.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/os-craques-da-cachaca-300x200.jpg\" alt=\"(Foto: Rodrigo Capote)\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/copacesp.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/os-craques-da-cachaca-300x200.jpg 300w, https:\/\/copacesp.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/os-craques-da-cachaca.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Qual \u00e9 tamanho o mercado de cacha\u00e7a no Brasil? Ningu\u00e9m sabe. H\u00e1 apenas estimativas de produ\u00e7\u00e3o. Seria algo em torno de 100 milh\u00f5es caixas de nove litros por ano. Para par\u00e2metro de grandeza, a vodca, sobre a qual se tem a impress\u00e3o de alto consumo entre os jovens, vende seis milh\u00f5es de caixas de nove litros por ano. O u\u00edsque? Cinco milh\u00f5es. Ou seja, a lideran\u00e7a de bebidas destiladas na terra brasilis \u00e9 da cacha\u00e7a e n\u00e3o tem pra mais ningu\u00e9m. Ent\u00e3o, se o volume \u00e9 sucesso, qual seria o grande problema para a expans\u00e3o desse neg\u00f3cio? Valoriza\u00e7\u00e3o. Criar qualidade reconhecida interna e externamente. Sofisticar o consumo. Vestir a cacha\u00e7a para a festa.<\/p>\n<p>H\u00e1 muita pinga de fundo de quintal feita sem qualquer padr\u00e3o de higiene ou controle de processos, o que compromete n\u00e3o s\u00f3 a conquista do consumidor mais exigente, como baixa significativamente a lucratividade das empresas que atuam no segmento. Nunca houve empenho em organizar o segmento, que se desenvolveu de forma pulverizada Brasil afora e expandiu por meio de vendas em grandes quantidades a baixo pre\u00e7o. Isso, pelo menos at\u00e9 agora. A Diageo, um dos maiores fabricantes de bebidas destiladas do mundo, comprou, h\u00e1 quase dois anos, a destilaria de aguardente de cana cearenseYpi\u00f3ca, e est\u00e1 aplicando as mesmas t\u00e1ticas de marketing usadas h\u00e1 d\u00e9cadas pela companhia para al\u00e7ar \u00e0 lideran\u00e7a global marcas de seu portf\u00f3lio como as do u\u00edsqueJohnnie Walker e da vodca Smirnoff.<\/p>\n<p>N\u00e3o ser\u00e1 uma tarefa f\u00e1cil e nem r\u00e1pida. Cinco anos, no m\u00ednimo, e a proje\u00e7\u00e3o do diretor de marketing e vendas da Diageo para Ypi\u00f3ca, Eduardo Bendzius para come\u00e7ar a mudar esse atual cen\u00e1rio. Ele garante que a companhia j\u00e1 investe dez vezes mais em marketing do que a Ypi\u00f3ca gastava antes de ser adquirida. E, vejam, era um das marcas centen\u00e1rias do setor que sempre teve preocupa\u00e7\u00e3o com qualidade, distribui\u00e7\u00e3o e imagem.<\/p>\n<p>Bendzius sabe que ser\u00e1 um duro desafio superar as resist\u00eancias de um mercado acomodado com a venda de volume. H\u00e1 que romper com anos de baixo investimento em qualifica\u00e7\u00e3o da bebida, combater a ampla e desorganizada rede de pequenos produtores em garrafas de pl\u00e1stico comercializadas a R$ 2,00 na beira de estradas, assim impor pr\u00e1ticas que valorizam a bebida aos olhos do mercado. A proposta tem sido a de incentivar a cultura de que \u201cbranquinha\u201d da prefer\u00eancia nacional est\u00e1 mais do que habilitada a disputar espa\u00e7o nas melhores mesas do mundo. Em especial, ap\u00f3s a longa batalha no \u00e2mbito das organiza\u00e7\u00f5es de com\u00e9rcio para que o destilado de cana seja reconhecido como uma bebida alco\u00f3lica tipicamente brasileira. Nos EUA, agora \u00e9. E l\u00e1 est\u00e1 o maior mercado de destilados do mundo.<\/p>\n<p>A Diageo viu potencial nesse mercado e j\u00e1 tinha a marca criada em Nova Friburgo (Rio), a N\u00eaga Ful\u00f4. Mas s\u00f3 agora p\u00f5e dinheiro no processo de constru\u00e7\u00e3o de imagem para al\u00e9m dos guetos das cacha\u00e7as artesanais produzidas por apaixonados pela bebida, com padr\u00f5es elevados de qualidade, mas em pequenas quantidades e sem capital para fazer esse mercado crescer.<\/p>\n<p>Na atual investida para projetar a Ypi\u00f3ca, a companhia convidou profissionais de peso da coquetelaria brasileira para criarem drinks com a Ypi\u00f3ca, assim como oferecer a bebida nos bares e restaurantes em que trabalham at\u00e9 o final m\u00eas de julho. Dessa forma aproveitam a onda da Copa do Mundo para tamb\u00e9m divulgar para os gringos a cacha\u00e7a. Por isso mesmo, nomearam a a\u00e7\u00e3o de Craques da Cacha\u00e7a. V\u00e3o distribuir material e fazer divulga\u00e7\u00e3o da iniciativa. Na base,a proposta de tornar a cacha\u00e7a uma op\u00e7\u00e3o natural para drink elaborados. Uma esp\u00e9cie de Dry Martini dos tr\u00f3picos. O Dry foi popularizado pelo agente 007 nas telas do cinema e tornou o Martini a bebida mais consumida na It\u00e1lia, seu Pa\u00eds de origem.<\/p>\n<p>Onze bartenders (os da foto acima) desenvolveram um drink com cacha\u00e7a: Aharon Rosa (Esquina Mocot\u00f3), Kennedy Nascimento (Epice), Marcelo Serrano (Brasserie Des Arts), Derivan Ferreira (N\u00famero), Rafael Mariachi (Anexo S\u00e3o Bento), Laercio Zulu (La Maison Est Tomb\u00e9e), Fabio La Pietra (Sub Astor), Kasc\u00e3o (Boteco Ferraz), Alexandre D\u00b4Agostino (SPOT), Leandro Batista (Barnab\u00e9) e Jean Ponce (DOM).<\/p>\n<p>Os drinks foram batizados por seus autores como: Jeripitaia, Marinha Cocktail, Brasileirinha, Brasilizar, Cajurita, Sour da Terrinha, Xinga na Pinga, Camisa 10, Ponche Ypi\u00f3ca, Flor de Mandacaru e Cacha\u00e7a Caramelizada. Vai um gole?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Qual \u00e9 tamanho o mercado de cacha\u00e7a no Brasil? Ningu\u00e9m sabe. H\u00e1 apenas estimativas de produ\u00e7\u00e3o. Seria algo em torno de 100 milh\u00f5es caixas de nove litros por ano. 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