O aumento da tributação sobre combustíveis, que entra em vigor na próxima semana, afetará os custos das companhias de logística, que devem repassar o aumento aos clientes, segundo analistas e executivos do setor. Com o diesel mais caro, analistas preveem que pode haver migração do segmento rodoviário para o ferroviário, que é menos dependente do combustível. As alíquotas de PIS e Cofins subiram R$ 0,22 por litro para a gasolina e R$ 0,15 para o diesel neste domingo, dia 1 de fevereiro. Já a reintrodução da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) passa a vigorar apenas em 1° de maio, quando a alíquota de PIS e Cofins terá um recuo na mesma proporção, de forma que o aumento total de tributação para combustíveis seja mantido nos valores acima. A Cide foi reduzida no passado para evitar que aumentos de combustíveis pela Petrobras aos distribuidores chegassem na bomba para o consumidor. Os analistas Renato Mimica e Samuel Alves, do BTG Pactual, apontam que preços mais altos do diesel provocam taxas mais altas de frete, elevando a competitividade do transporte ferroviário ante o rodoviário. Os analistas destacam que o diesel representa 60% dos custos do frete por rodovias.
Check Also
CACHAÇA DE ALAMBIQUE II Seminário vai estimular indústria de bebidas no Maranhão
A iniciativa reúne especialistas do setor de diversas regiões brasileiras, como Paraíba, Pernambuco, Piauí e ...
Copacesp Cooperativa dos Produtores de Cana, Aguardente, Açucar e Álcool do estado de São Paulo