Autoridades discutem crise no setor sucroenergetico

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Autoridades discutem crise no setor sucroenergetico

A 23º edição da Fenasucro/Agrocana teve início no dia 25 e foi até 28 de agosto. Nos quatro dias de feira, de acordo com a organização da Reed Exhibitions Alcantara Machado, eram esperados mais de 33 mil compradores e as projeções da organização, pode gerar um movimento de R$2,8 bilhões em negócios. Diante de um cenário ao mesmo tempo marcado pela crise e pela expectativa de novos negócios gerada pelo lançamento do Programa de Investimento em Energia Elétrica, do governo federal.
“A razão de todas as feiras é ser plataforma de negócios para a cadeia produtiva. As oportunidades tendem a se concentrar durante a feira e tivemos um patamar de pré-credenciados 18% maior que do ano passado. É um indicador bastante expressivo em relação a visitantes”, afirma Igor Tavares, diretor do portfólio de energia da Reed Exhibitions Alcântara Machado – que promove o evento com o Centro Nacional das Indústrias Alcântara Machado – que promove o evento com o Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (Ceise Br).
A Fenasucro teve abertura na ultima terça-feira, 25, e contou com autoridades como o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, e o vice-governador de São Paulo, Márcio França, além do Secretario de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim.
O vice- governador do estado de São Paulo, Márcio França destacou a importância do setor para o estado de São Paulo, comentou sobre mecanismos de financiamento que o Governo de São Paulo vem planejando para minimizar a crise no setor.
“Já passamos por outras crises, e agora estamos passando por esta. Por isso devemos encontrar soluções que possam ajudar este setor, que é muito importante junta à agricultura, tecnologias, energia e inovações. Temos que encontrar linhas de financiamentos e implantar nas usinas, além de produzir o Retrofit onde permite obter uma caldeira mais adequada para esta novidade que é a energia da cana”, aponta vice-governador do Estado de São Paulo, Márcio França.
Representando o Governo Federal, o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, não deu muitos detalhes sobre investimentos do Governo Dilma Rousseff em relação ao setor. De acordo com Rebelo o ministério que ele está a frente, possui projetos e programas que favorecem a energia alternativa, o bicombustível tem um papel decisivo. E sobre a Fenasucro declarou que a feira se equivale a outras feiras nacionais.
“O Brasil possui um setor sucroenergetico mais inovador. Esta experiência vem desde os anos 30. Nos últimos anos tem recebido do Governo Federal recursos para ciência, pesquisa e inovação tanto de instituições privadas como publicas. E nisso, o estado de São Paulo, tem um papel decisivo. Esta feira é vitoriosa e equivale as outras feiras no mesmo teor que são realizadas no Brasil”, avalia Aldo Rebelo.
Já o Secretário da Agricultura do Estado de São Paulo Arnaldo Jardim, que tem sido grande defensor do setor sucroenergético revelou dados sobre o consumo de etanol. Segundo ele o consumo baixo nos últimos seis anos. Aliados a erros do governo como congelamento do preço da gasolina e falta de planejamento sobre políticas que valorizam o setor sucroenergético fizeram a crise se agravar ainda mais.
“Faz seis anos que não inauguramos uma usina no Brasil. Houve erros cometidos pelo Governo Federal. Agora temos que apresentar propostas com regras precisas e claras sobre o setor, visando a empregabilidade e isto se faz com lideranças”, aponta o Secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim
Ainda durante a Fenasucro foi assinado um convenio entre o Governo do estado e a Fatec de Sertãozinho para a criação de um laboratório de análises para a indústria. A informação foi passada pelo presidente do Ceise BR Antonio Eduardo Tonielo Filho que também destacou o pedido um parque tecnológico para Sertãozinho
“Desde o inicio Aldo Rebelo foi nosso defensor em melhorar a competitividade do setor porque somente com a tecnologia iremos conseguir bons resultados. Assinar este convenio é um passo para que o Instituto faça as analises e estudos afim de melhorar a competitividade industrial. O Parque tecnológico é uma necessidade para atender as demandas este mercado, que precisa de tecnologia”, explica Antonio Eduardo Tonielo Filho, Presidente do CEISE Br.
Se por um lado o setor vem amargando baixas em investimentos, fechamento de usinas e demissões, em polos como Sertãozinho, por outro, ganha novas expectativas com a recente aprovação de um pacote da união de R$ 186 bilhões em prol da geração e da transmissão de energia até 2018. Atentos a isso, 44% dos expositores levam à Fenasucro tecnologias voltadas para a produção elétrica através da biomassa do bagaço e da palha da cana-de-açúcar.
“Esta feira prioriza inovação em tecnologia e energia elétrica. Ela mostra isso aos compradores. Agora com o aumento do dólar tentamos vender tecnologia para outros países”, finaliza Tonielo Filho.

Novidades

Protocolo de intenção foi assinado em plena Fenasucro para viabilizar venda de gás natural renovável no Noroeste de SP

Na ultima quarta – feira, 26 foi oficializado o projeto que prevê a produção e distribuição do biometano proveniente da vinhaça no Noroeste do Estado de São Paulo. A assinatura do protocolo de intenção contpu com a participação de representantes da Malosso Bioenergia S/A, Consórcio CSO e GasBrasiliano, e também de João Carlos de Souza Meirelles, Secretário de Estado de Energia, e de Milton Flávio Marques Lautenschlager, Subsecretário de Energias Renováveis. O ato aconteceu no Espaço de Conferências FENASUCRO & AGROCANA, durante o V Seminário sobre Bioeletricidade.
GasBrasiliano – A concessionária de distribuição de gás natural na região Noroeste do Estado de São Paulo está presente com sua rede de distribuição em 30 municípios e atende ainda outros cinco com gás natural comprimido (GNC). Entre os principais municípios atendidos estão Araçatuba, Araraquara, Bauru, Marília, Ribeirão Preto e São Carlos, somando mais de 15 mil clientes que consomem em média 870 mil m³ de gás natural por dia por uma rede de distribuição com mais de 900 km de extensão.

Bioenergia
Se por um lado o setor vem amargando baixas em investimentos, fechamento de usinas e demissões, em polos como Sertãozinho (SP), por outro, ganha novas expectativas com a recente aprovação de um pacote da união de R$ 186 bilhões em prol da geração e da transmissão de energia até 2018.

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